VOU FAZER A DIFERENÇA

November 8, 2019

DESAFIO PARA MIM, EU POSSO SER A SOLUÇÃO!

 

Sem MIM não haveria desporto! A modalidade não existiria sem MIM. O trabalho de federações, de clubes, de dirigentes e de treinadores seria irrelevante sem o MEU trabalho diário e sem o MEU apoio.
Tem de ME agradecer as madrugadas, as noitadas, as refeições fora de horas, a paciência para acarinhar o(s) MEU(S) filho(s) cansado(s) e com fome ao fim do dia, os longos fins de semana, todas aquelas mudanças súbitas de planos por eles.
Se EU já faço tudo para que o(s) meu(s) filhos sejam mais felizes, e por consequência EU ser mais feliz enquanto pai, não, não faço!
O MEU filho não é um futebolista, um remador um judoca. O MEU filho é uma pessoa que pratica futebol, Remo ou Judo ou uma outra modalidade qualquer. O MEU filho é antes de tudo o resto uma pessoa.
O progresso que DESEJO ver nele não virá dos genes nem dos treinos técnico-tácticos ou de força. Esse progresso vem do desenvolvimento integral da pessoa que ele é: os valores, a personalidade, o carácter E DEPOIS, naturalmente, da genética, da aptidão física, etc.
Velocidade, força, resistência, destreza, flexibilidade, técnica… todos são aspectos importantes. Mas não tão importantes como a integridade. Ou a honestidade. Ou a sinceridade. Ou a humildade. Ou a coragem. Ou a ética. Ou a capacidade de assumir total responsabilidade pelos atos cometidos. Ou a capacidade de trabalhar de forma coesa com outros para atingir um objectivo comum. Ou a capacidade para manter o bom humor mesmo em situações limite de pressão e stress. Estes aspectos são decisivos para aquilo que o MEU filho deseja atingir no desporto e em todas as outras áreas da sua vida. E não apenas agora mas para o resto da sua vida e em tudo o que ele vier a fazer!
EU também pratiquei desporto e tive inclusivamente a sorte de me ter tornado profissional. Adoraria ver o(s) MEU(S) filho(s) a tornarem-se recordistas mundiais ou campeões olímpicos. Mas prefiro que o(s) nosso(s) filho(s) se tornem melhores pessoas através das suas maravilhosas experiências desportivas. Se conseguirem ser também desportistas de topo… será sempre um bónus!

 

O TREINADOR DO MEU FILHO

 

Ser treinador é difícil. Muito difícil mesmo. Acordar cedíssimo, Não ter fins de semana livres. Noites a fio a pensar no melhor para os filhos que não são deles e a delinear as melhores estratégias. Cuidar dos equipamentos e das instalações.
Os treinadores são pessoas apaixonadas pelo desporto e que vivem a oportunidade única de trabalhar com jovens e com as suas famílias com o intuito de atingir a máxima satisfação e o sucesso na modalidade da vossa eleição.
Se EU tiver dúvidas sobre algo que o treinador fez ou faz, é com o treinador que EU devo falar. Não com o MEU filho é caso para dizer, “Não fales “de”, fala “com”! TENHO de evitar transmitir ao MEU filho as dúvidas que tnho sobre o treinador dele. Apenas ESTOU a assumir que fiz um mau trabalho de planeamento, preparação e escolha antes de o inscrever naquele clube ou organização. Nenhum deles (filho e treinador) tem culpa deste MEU mau planeamento.

EU, O MEU FILHO E O TREINADOR DELE FORMAM"OS" UMA EQUIPA!
Enquanto esse for o treinador do MEU filho, ele é o melhor treinador do mundo! Se o MEU filho é o melhor do mundo e EU sou o melhor pai do mundo, não faz sentido aceitar na equipa alguém que não esteja à altura dela… Esta equipa tem um objectivo único: proporcionar a oportunidade de que o MEU filho disfrute de tudo o que a modalidade tem para lhe oferecer. E, como em qualquer equipa, para atingir o objectivo é necessário trabalhar em equipa com coesão, honestidade e confiança incondicional.

 

TU! COMO PODES SER A SOLUÇÃO?

 

Deixa o treinador fazer o trabalho dele. A tua função não é a dele. Quem deve ensinar ao teu filho sobre a modalidade é o treinador, não tu. Se começas a fazer de treinador, o papel de pai e de mãe vai ficar vazio na equipa e pode vir a ser ocupado por outros. Outros que, não fazendo parte desta equipa, podem naturalmente implodi-la. Não abandones o teu lugar na equipa. Não queiras ser quem não és. És Pai. És Mãe. Por vezes és espectador. Nesta equipa não és o treinador.
Também não és ele. O teu filho. Nem ele é um mini-tu. Não és tu que jogas. Não és tu que treinas. Não faças tudo por ele. Não faças o que ele tem que fazer para se preparar para as suas actividades desportivas. Se nos dão oportunidades fáceis nunca chegamos verdadeiramente a apreciá-las nem a vivê-las de forma tão intensa como é possível.
Estar lá sempre para lhes resolver os desafios até pode parecer amor e carinho mas não é. É apenas, regra geral, insegurança tua. Não lhes ensina sobre auto-disciplina, auto-gestão ou auto-responsabilização. O que lhes ensina é para se habituarem a uma vida irrealisticamente facilitada por outros.
A tarefa mais importante que temos enquanto pais é a de os ajudarmos a desenvolver a sua autonomia e uma real independência assente numa forte auto-liderança. Nós preparamo-los para a vida… deixemos os treinadores prepará-los para o desporto, ok?
Os três – tu, o teu filho e o treinador dele – quando trabalham bem em equipa são imparáveis!

 

 

 

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